Meu deus, consegui resgatar meu blog!!!!!!

Pois é. Por causa de uma palhaçada feita pelo UOLHOST (nunca hospedem nada com eles!!!) meu dominio ficou preso, meus arquivos ficaram presos, meu blog tinha se perdidooooooo!!!!! Mas consegui mexer nas configurações e cá estamos com o endereço de volta! Vou comprar um .br e depois restruturo as postagens. Aeeeeee! :)

PS: Estou mudando o layout, os comentários antigos sumiram, vou tentar dar um jeito. Vamos ver como ficará tudo :)

RP 2.0 x Propaganda + Blogueiros = O que fazer?

No começo da tarde de hoje a @BiaGranja divulgou no twitter um artigo por ela publicado no BlueBus, o cerne do texto é esse: Brindes enviados aos montes para blogueiros e twitteiros, na espera sagaz que os mesmos twittem, postem e gritem sobre as marcas nas redes sociais, são um banho de água fria na profissionalização dos mesmos.

A partir do texto da Bia, o Gravataí escreveu um texto dando a opinião dele sobre o funcionamento padrão do RP 2.0. Em suma, ele coloca de forma polêmica, mas que todos no fundo até concordam, que:  Blogueiros, twitteiros e webcelebrities não deveriam aceitar brindes, por que simplesmente as agências, sejam assessorias de imprensa ou de propaganda, estão recebendo (e não é pouco, muitas vezes) para fazer aquele seeding com você.

Na outra ponta apareceu Luciana Sabbag defendendo o ponto de vista dos assessores, e de forma coerente coloca que: "Se você é blogueiro, você também é um comunicador, e assim como um jornalista que recebe e faz um review do produto X, seus leitores também merecem esse review vindo de você", este é um ponto interessante, respeito mas não concordo com pessoas que tratam seus blogs como "caça-níqueis", mas bato palmas pra quem consegue viver disso no Brasil e tenho vários amigos que vivem assim. A Lu ainda coloca que "Se você quer ganhar mais dinheiro com o seu blog, aumente o espaço para propagandas no mesmo". Um ponto de discordância, um blog cheio de banners não vai valorizar seu espaço, pelo contrário.

Falando primeiramente desse caso da Luciana, jornalistas são pagos para fazer review, se não pela marca em questão, são pagos pelo Jornal/Revista/Portal. Blogueiros não. O que a Bia quis falar no texto dela, e que talvez o Gravataí tinha subvertido um pouco em seu post é que: Se as empresas, agências e assessores esperam posturas mais profissionais de determinados players/formadores de opinião, isso passa pela dedicação dos mesmos a seus blogs/plataformas digitais. AdSense e outros programas de afiliados - tirando os blogs caça-paraquedístas que são PRAGAS ou os Top Blogs - não dão resultados em blogs de nicho como o meu (se é que isso aqui é de nicho) ou em tantos outros. Como dedicar-se a algo se você não tem de onde tirar o subsídio para manter essa dedicação?

O texto do Gravz fala uma grande verdade quando ele cita (ou dá a entender) que ninguém paga as contas com chiclete ou chocolates, assim como as agências e assessorias não recebem em canecas e garrafas térmicas. Isso é um fato. Isso é um ponto. Se a agência/assessoria conseguiu entender que você é um excelente hub para disseminar opinião sobre aquele produto com "relacionamento", por que a mesma não pode investir em publicidade no seu "veículo"? Qual a dificuldade? Não é o mesmo público?

Mas claro, existem casos e casos. E vou dar dois exemplos meus:

Há alguns anos - acho que dois, pra ser mais exato - fui contatado pela Kraft Foods para fazer anúncios para o Bis aqui no Blog. Foi bem legal e rendeu uma graninha legal. Ponto. Do ano passado pra cá, sempre sou convidado pelo mesmo chocolate Bis (ou outros produtos jovem da Kraft) para várias ações de relacionamento - Entra aqui o fato de que nesse espaço de tempo mudei de cidade (São Paulo para Recife) e a conta mudou de Agência - Foi assim quando topei ir la na Prainha do Club Social passar a tarde de sábado com os amigos blogueiros me divertindo em Maracaípe; E Foi assim quando Bis me chamou para curtir o Festival Abril pro Rock, do camarote e podendo um dia antes bater um papo com os Produtores do Evento.

Neste segundo caso topei na hora, por que o APR é um evento que me interessa. Interessa as pessoas que me seguem/leem, interessa a pessoas que não me leem normalmente e assim por diante. Todos sairiam ganhando. Esse é um tipo de ação, válida. Tem tudo a ver comigo e com o meu público alvo e interessa de cara. Nesse tipo de contexto, ok. Esse é um tipo de relacionamento válido.

Agora vejamos, uma outra agência, me convidou para "Sortear ingressos para shows de Forró na cidade X". Pensei: Mas eu (e meu público) não temos nada a ver com Forró. Bom, perguntei se ia rolar algum tipo de "faz-me-rir" (dinheiro) e a pessoa disse que o meu pagamento seria ingressos do camarote X na cidade de Caruaru durante o São João (sem direito a acompanhante). Polidamente recusei dizendo que meus leitores não tinham nada a ver. A pessoa ainda insistiu e eu fui mais enfático dizendo que não ia rolar.

Isso, claro, se chama esperteza. Claro que dada a quantidade de pessoas que são sedentas por QUALQUER TIPO DE PROMOÇÃO que acontece no twitter, não tenho dúvidas que fosse rolar legal. Mas isso não é pra mim. O produto não tem nada a ver comigo. Fora que, eu estaria divulgando "de graça" o evento da agência. É péssimo, na minha opinião, quando empresas (agências e assessorias) vendem para seus clientes (anunciantes) que conseguem o relacionamento de graça na internet e que eles não precisam pagar nada a mais por isso. Elas acham mesmo que o Blogueiro está de graça na internet? Que ele não tem qualquer custo para estar ali? E os "milhares" de seguidores que ele tem. Acredito que todas sabem como é "difícil" conquistar um número grande de "fãs" e "amigos" em redes sociais, não é mesmo?

São essas mesmas agências que vendem "engajamento free através de relacionamento", aquelas que cobram em palestras e debates postura profissional de hubs preferenciais de ações, mas como? Se vocês não dão espaço para essas pessoas/blogueiros/twitteiros e whatever serem assim?

Outras duas pessoas que fizeram postas excelentes sobre: Buchecha e Claudia Giane
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